12.15.10
Posted in humor , pt_BR at 7:41 pm by glommer
Além da semelhança nos nomes, a pensar bem, Silvio Santos e Silvia Saint são extremamente parecidos:
Ambos vivem com a boca próxima ao microfone
Ambos vivem de agradar o público
Ambos usam nomes artÃsticos
Ao que me conste, havia apenas uma diferença significativa entre eles, que o Silvio Santos logo tratou de sanar: Agora ele também tem um rombo gigante.
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11.13.10
Posted in general , pt_BR , Esportes , Senna at 4:03 pm by glommer
De forma geral, quase nunca me sinto a vontade para escrever algo sobre o Senna, apesar de estar sempre disposto a falar. Não sei bem o porquê. Mas vou pegar um embalo no filme que saiu agora, e arriscar alguma coisa.
Acho que muita gente na casa dos 22, 23 anos pra baixo não consegue entender porque nós que somos um pouco mais velhos, colocamos esse cara num pedestal, como se ele fosse uma divindade que desceu à Terra. Com tanta gente por aà sendo campeã de um monte de coisa, o que leva alguém como eu, a começar a dedicatória da minha dissertação de mestrado, por exemplo, assim:
Não foram poucas as vezes que o único caminho que me parecia possÃvel era desistir. Dessa forma, não posso começar estes agradecimentos sem mencionar aquele que mesmo não estando mais presente, foi e continua sendo meu grande incentivador: Ayrton Senna do Brasil, meu herói, Ãdolo e Ãcone, que através de seus exemplos em vida, me ensinou o que é ser um vencedor.
O Brasil do inÃcio da década de 90, era um lugar interessante. Por mais que critiquemos hoje nosso paÃs, o daquela época em nada lembrava a pérola que hoje temos nas mãos. Economicamente, o paÃs estava naufragado, no pós milagre. O sentimento de um Brasil grandioso, que vinha há tempos tomando forma, deu lugar a uma depressão. A nossa inflação tocava fácil as taxas de 30 %. Não ao ano, o que já assustaria um jovem de hoje, mas ao mês. O quase total fechamento comercial do paÃs, a reserva de mercado, e coisas desse tipo, criavam um ambiente totalmente desfavorável tecnologicamente: eu não consigo pensar em sequer um produto, no Brasil, que consistentemente fosse melhor que seus similares estrangeiros. E se você quisesse comprar os importados… bom, boa sorte.
Alguns mais endinheirados conseguiam viajar para o exterior, e trazer maravilhas tecnológicas como o vÃdeo cassete. Linha telefônica, era coisa que se declarava no imposto de renda. Você podia vender a sua, juntar o dinheiro do carro, e dar entrada num apartamento. E provavelmente não seria um bom carro, nem um bom apartamento. O Brasil era um cachorro morto, sem expressão, sem futuro, sem esperança.
Politicamente a coisa não era muito melhor. SaÃamos de uma ditadura, para ver nosso primeiro presidente civil confiscar as poupanças, gerando um clima de instabilidade e desconfiança ainda maior. Depois de tanta desgraça, o sentimento generalizado, é de que não tinha nada de bom no Brasil. Ou para citar uma pessoa que aparece dando um depoimento no filme: não tinha nada de bom. Só Ayrton Senna.
O Brasil tinha vencedores? Claro. Obviamente que essa generalização de que nada de bom aparecia por aqui não resistia a um exame minucioso, como toda generalização. No próprio automobilismo, tÃnhamos Piquet, Fittipaldi, que carregavam merecidamente seus tÃtulos de campeões. A música tinha a bossa nova do Maestro, que ganhou o mundo na voz de Sinatra. E assim seguia o Brasil, com estrelas pontuais brilhando num céu de escuridão e desesperança.
E debaixo dessas nuvens negras, o Brasil ia dormir após mais um dia, esmagado pelas circunstâncias. Mergulhado num abismo de onde não era possÃvel ver saÃda. Orgulhoso pelos eventuais sucessos de felizardos conterrâneos abençoados pela sorte, e só. E depois de uma semana assim, indo ao supermercado bem cedo para pagar o preço de ontem, descobrindo só hoje se haveria o que comer amanhã, a conclusão era uma só: Não dá. Mas aÃ, chegava o domingo.
E lá estava ele: assim como o Brasil, contra tudo e contra todos, Ayrton Senna da Silva. Cada vez que entrava na pista, não tinha a intenção de correr. Tinha a intenção de vencer. Nada mais servia, nada mais valia. Repetidos domingos, o Brasil viu Senna passar por apuros. Viu seu combustÃvel acabar, seu câmbio quebrar, seu carro rodar. Enfim, enfrentar toda sorte de problemas que acabariam com o ânimo de qualquer um. O Brasil via um espÃrito de vencedor toda vez que depois de tudo isso, Ayrton Senna voltava para pista, sem abaixar a cabeça, sem abandonar a competição, para fazer o seu melhor como outros tantos tinham feito. Mas o melhor de Senna, era diferente. Fosse qual fosse a circunstância, fosse qual fosse o adversário, Senna não aceitava só cruzar a linha de chegada, não aceitava somar pontos, não aceitava competir. Para ele, independente da tempestade (e as vezes por causa dela), só um resultado servia: a vitória. Só um lugar a ele pertencia: o mais alto.
Na década de 90, nada foi diferente. Com seu capacete amarelo, sentava-se em sua histórica McLaren branca e vermelha, para enfrentar a invencÃvel Williams, um triunfo da tecnologia. A Williams vinha carregada de apetrechos eletrônicos dos quais os outros carros não dispunham e que tornava a distância entre eles e os outros quase intransponÃvel. Não precisaria dizer esse “quase”, não fosse Ayrton Senna. E assim, domingo após domingo, com a bandeira brasileira em punho foi nascendo a lenda. Mestre do inacreditável, do impossÃvel, do inalcançável, pouco a pouco, Ayrton Senna da Silva ia sumindo e dando lugar ao Ãcone: Ayrton Senna do Brasil.
No dia 1o. de Maio de 1994, eu tinha 11 anos. Do começo da carreira do Senna, eu infelizmente não me recordo. Do final, eu infelizmente não me esqueço. Olhando pra trás, eu acho que muitos brasileiros levantavam do sofá no domingo, e lá no fundo, pensavam: “quer saber de uma coisa? Dá sim. Tem jeito.”. Foi com muita tristeza que eu vi naquele dia, a batida, o capacete imóvel, a corrida interrompida. Mas foi também com muito orgulho, que nos outros 16 anos que se seguiram a isso, que eu cresci. Sempre me lembrando daquela estrela que me ensinou que não havia circunstancia adversa que não pudesse ser vencida. Sem a menor sombra de dúvida, aquela determinação, aquela vontade invencÃvel foi um dos elementos mais importantes da construção da minha personalidade.
No dia 1o. de Maio de 1994, morria Ayrton Senna da Silva. Hoje, 16 anos depois, dentro de mim e tenho certeza - de outros tantos brasileiros, ainda vive Ayrton Senna do Brasil.
Para terminar, um dos momentos mais emocionantes de sua carreira, de que eu me recordo
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10.04.10
Posted in pt_BR , questions , eleicao at 6:16 pm by glommer
Ontem, logo após a eleição, tinha a TV ligada na band, assistindo a um debate entre Goldman, governador de São Paulo, e um deputado cujo nome não me recordo, do PT.
Esse último, insistia na tese do crescimento econômico no governo Lula, contra o desempenho pÃfio de Fernando Henrique. Agora, colegas, mesmo considerando que:
caso Serra vença, o presidente será Serra, não Fernando Henrique,
caso Dilma vença, a presidente será Dilma, não Lula (ok, ok, nesse caso há controvérsias),
o governador Goldman reiterou que se trata de uma média. No ano passado, por exemplo, o crescimento foi levemente negativo. O PTista então responde “mas ano passado teve a crise”. Pois é, no ano passado teve a crise. O que eu não entendo, é porque ninguém se pergunta: na época do Fernando Henrique, como eram as coisas pelo mundo afora? O ambiente externo era tão favorável quanto nos últimos anos, exceção feita a crise?
E ainda mais importante: além do ambiente externo, como andava o interno? Será que Lula e o PT, opostos que foram ao plano real, e a tantas outras medidas que auxiliaram a estabilizar a economia brasileira, teria conseguido imprimir tamanho crescimento ao paÃs, fosse ele o presidente em 1994?
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07.26.10
Posted in pt_BR , Boston-2010 at 6:01 pm by glommer
Esses americanos são muito estranhos. Até agora há pouco, eu nem sequer sabia como explicar isso, mas agora tenho um fato que resume tudo: ao final da festa, o doce mais consumido foi o beijinho, seguido pelo cajuzinho. O brigadeiro foi o que menos comeram. E nenhum deles acabou! Até agora não consigo acreditar.
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07.25.10
Posted in pt_BR , Boston-2010 at 11:30 am by glommer
Amanhã, a América conhecerá … frango com quiabo e polenta.
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07.24.10
Posted in pt_BR , Boston-2010 at 8:20 pm by glommer
Quando eu era criança, meu pai tinha um sócio chinês. E essa foi uma das minhas poucas experiências do tipo: Ao meio de um jantar, assuntos sérios sendo discutidos, e os ching-ling-pling de repente viravam um para o outro, e começavam a falar um monte de coisas que não faziamos a menor idéia. Só porque eram chineses. Fossem italianos, entenderiamos um bocado, poderiamos até saber do que se tratavam. Fossem franceses, espanhóis, tal conversa paralela não teria tamanho cunho secreto.
Aqui nos US and A, me sinto da mesma forma. Na rua não, porque já vi uma placa escrito “Sucos e Salgadinhos” aqui. Mas hoje, por exemplo: fomos a uma festa. Todos 100 % americanos. Foi lindo: fui à forra da minha infância, por mais desagradável que seja. Olhava sorrindo pra alguém, dava pinta de ser a pessoa mais agradável do mundo, olhava para Bruna, e disparava algum comentário ao estilo “inner joke”.
Agora eu sei como os chineses se sentiam…
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Posted in pt_BR , Boston-2010 at 6:08 am by glommer
Caros amigos esquerdinhas, que não comem no Mc Donald’s por ser este um sÃmbolo do servil capitalismo yankee: sugiro vocês pararem com isso, e começarem a protestar na frente do Starbucks. A coca-cola vocês podem continuar boicotando.
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07.22.10
Posted in general , pt_BR , Boston-2010 at 1:22 pm by glommer
A gente tem mania de achar, que nos EUA tudo é mais barato. Mas nem sempre é assim Dentre as compras preferidas das que são garantia de preços baixos, roupas e tênis. Eu vim determinado a comprar um bocado de pares de tênis, mas também alguns sapatos. Estou para comprar alguns, para ocasiões que pedem uma vestimenta mais formal já há tempos. Sempre vejo os preços no Brasil, e não compro na espera da minha próxima viagem aos EUA, a “terra do mais barato”.
Pois depois de três dias procurando, posso afirmar: ao contrário dos tênis, sapatos são substancialmente mais baratos no Brasil. Pense você aÃ: quanto você espera pagar por um sapato masculino padrão no Brasil? Descontando os pontos fora da curva, os italianos, os extremamente bem acabados, etc, deve ficar na faixa de uns 80 reais. E nada de porcaria. Aqui, a média em qualquer loja está na casa dos 100 dolares. E não precisei entrar em nenhuma loja chique para achar sapatos de mais de 200 dólares.
Outra coisa que estou sentindo muita falta, é da compra parcelada. No Brasil, em qualquer loja que você entra, pode pagar em quinze milhões de vezes, com a primeira parcela só para janeiro de 2050. Das outras vezes que vim aqui, já tinha reparado que ninguém nunca me ofereceu isso. Mas talvez fosse só uma coisa meio escondida? Não é. Nada de cultura Casas Bahia por aqui. Perguntei ao meu anfitrião sobre isso, e ele me disse que isso só existe para coisas muito caras, como mobÃlia da casa, etc. Para todo o resto, o que eles fazem é simplesmente comprar no cartão de crédito, e aà rolar a dÃvida no cartão de crédito. E pelos valores que ele me falou, nem tenham a ilusão de que é porque “os juros do cartão de crédito são bem mais baratos que no Brasil”. Ao que parece, é parecidÃssimo.
É uma grande pena. Eu, por exemplo, estou tentadÃssimo a comprar um smartphone. Na casa dos 700 dólares, meu ânimo vai embora rápido. Pagar juros de cartão de crédito por causa disso, eu não vou. Então fico aqui me remoendo, fazendo contas… Pudesse eu pagar em 10 vezes sem juros, já teria um em mãos.
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07.20.10
Posted in general , pt_BR , Boston-2010 at 2:55 pm by glommer
Estou desconfiado que a Bruna tem algum tipo de problema. Hoje ela estava falando em inglês com os gatos do nosso anfitrião, “senão eles não vão entender”. Claro…
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Posted in geek , general , pt_BR , Boston-2010 at 1:09 pm by glommer
Caros fãs de Sheldon, Leonard, Raj, Howard, e obviamente, Penny: Hoje eu e a Bruna fomos na…
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Cheesecake Factory!!!
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